segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Seja como Cristo, seja você mesmo.

AMOR NÃO É RESULTADO DE BARGANHA E DE RELAÇÃO DE TROCA. EU POSSO SER EU MESMO, SENDO AMADO DO JEITO QUE SOU. SE PARA SER AMADO EU PRECISO DEIXAR DE SER O QUE SOU, AQUILO QUE RECEBO NÃO É AMOR. PORQUE O QUE ESTÁ SENDO AMADO NÃO É O QUE SOU. É AQUILO QUE EU APARENTO SER. AQUELE QUE EXIGE QUE EU SEJA ALGUMA COISA PARA ME AMAR, NÃO ME AMA. AMA O QUE QUER QUE EU SEJA, MAS NÃO ME AMA. ENTÃO, NÃO VALE A PENA SER AMADO POR ALGUÉM QUE EXIGE QUE EU SEJA ALGUMA COISA PARA SER AMADO. NA VERDADE, NÃO É QUE NÃO VALE A PENA. NÃO É POSSÍVEL. PORQUE QUANDO ALGUÉM QUER QUE EU SEJA ALGUMA COISA, ESSE ALGUÉM AMA ESSA ALGUMA COISA QUE QUER QUE EU SEJA. ENTÃO EU SOU UMA COISA, MAS AQUI TEM UMA IMAGEM PROJETADA E O AMOR É PARA A IMAGEM, NÃO É PARA MIM. ENTÃO, NÃO É UMA RELAÇÃO DE AMOR. ENTÃO EU ME LIVRO DA NECESSIDADE DE SER ESTA IMAGEM. EU PREFIRO SER EU MESMO A SER FALSAMENTE AMADO OU ME ILUDIR DE SER AMADO OU TER QUE ENTRAR NA IMAGEM PARA SER AMADO. CAPISCI??

(Transcrição do sermão "Seja como Cristo, seja você mesmo" do Pr. Ed René Kivitz. O áudio completo está disponível em mp3 no site da IBAB. Basta clicar no título do post para baixar a mensagem).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

PROSSEGUINDO COM FÉ.

A Editora Abril tentou me vender uma assinatura da revista Veja nesta semana. Mandaram-me uma correspondência já com um boleto e com uma oferta quase irrecusável. E, porque era “quase” irrecusável, recusei. Mas, o interessante desta correspondência é que ela veio com a seguinte pergunta: Joel, o que vai acontecer na sua vida em 2009?

Fiquei muito espantado com a pergunta e nada espantado com a minha resposta: Não sei! Um sonoro e definitivo “Não... sei!” Eu não sei nem o que irá acontecer amanhã, que dirá no ano que vem inteirinho! Não sei se vou me casar. Não sei se continuarei no ministério da igreja. Não sei se ainda estarei com os meus pais. Não sei, sequer, se estarei no ministério pastoral. Não sei nem se estarei vivo durante todo o ano! São muitas as coisas que eu não sei. Por isso, esse tipo de pergunta me espanta.

Acho absurdos os exercícios de futurologia que as pessoas fazem nesta época do ano. Coisas do tipo: “Quem vai morrer? Quem vai se casar com quem? Será que a crise vai passar? Será que o mundo vai acabar?” Além de absurdas, estas práticas são erradas, biblicamente falando. Deus não nos autoriza a olhar para o futuro tentando adivinhá-lo. Não temos esta capacidade e nem nunca teremos. Justamente por isso é que Tiago, em sua carta, nos orienta a sempre dependermos de Deus. Ele diz: “Agora escutem, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos a tal cidade e ali ficaremos um ano fazendo negócios e ganhando muito dinheiro!” Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: “Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo.” (Tg 4.13-15). Esta é a orientação de Deus para as nossas vidas.

Na Bíblia, que é a nossa regra de fé e conduta, somos ensinados e estimulados a sempre olharmos e a dependermos do Senhor. Não sabemos como será 2009 para nós. Mas Deus sabe e, porque Ele sabe, quero estimular você a fazer como eu: confie Nele. Confiar no sentido de crer que o Deus a quem servimos é real e tem sempre o melhor para as nossas vidas. Quero estimulá-lo a ter, de fato, fé em Deus. Fé é crer em Deus. Fé no sentido de confiar no caráter de Deus. Não, necessariamente, confiar naquilo que Ele vai fazer ou deixar de fazer. Uma fé que te permita dizer: “Não importa o que aconteça, eu continuo confiando em Deus. Eu confio que Deus não apenas existe, mas que é bom, justo e amoroso. Confio em Deus. Confio que Deus sabe o que faz. Confio que Deus faz o que bem deseja fazer. Confio em Deus independentemente de entender o que Ele faz ou deixa de fazer”. Isso é fé, queridos. E Hebreus 11.6 nos diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”. Fé é confiar no caráter santo, justo, amoroso e bom do nosso Deus, independentemente do que possa nos acontecer em 2009. Sei que não é fácil. Mas garanto que não é impossível. Vamos adentrar 2009 com essa confiança no nosso coração e, tenho absoluta certeza, não seremos frustrados na nossa intenção de fazer da nossa comunidade um lugar de comunhão, adoração, serviço, evangelismo e discipulado para a honra glória do nosso Pai Amado. Não desanimemos. Prossigamos firmes em nome de Jesus e que Ele nos abençoe.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

KIRK FRANKLIN FALA SOBRE PORNOGRAFIA.

(via sexxxchurch.com. Clique no título do post e leia este e outros artigos sobre os perigos da pornografia).

Kirk Franklin vendeu mais de dez milhões de discos em menos de dez anos, ganhou três prêmios Grammy e sete vezes o prêmio Dove. Seu sucesso “Stomp”, do álbum triplo de platina “God’s Property”, o transformou no astro dos jovens na MTV.

Quando a carreira de Kirk chegou ao topo há alguns anos, sua vida pessoal deixou de ser secreta. Kirk deixou claro e confessou seu vício em pornografia.

“Havia sempre aquele menino cujo irmão mais velho tinha revistas pornográficas. A primeira vez que vi uma devia ter uns oito ou nove anos. A partir daí me tornei um viciado. E levei isso para meu casamento. Minha esposa ficou ciente da situação somente no segundo ano de casados”.

A esposa, Tammy, ao ser questionada sobre quando descobriu, respondeu: “Bom, assim que descobri que ele estava com problema ele disse: ‘Querida, vamos fazer a coisa mais verdadeira. Vamos manter a verdade’”, conta.

Kirk afirma que, quando casaram, ele ainda tinha aqueles solteiro, e tentou fazer com que sua esposa visse junto com ele. “No segundo ano do nosso casamento, ele tentou implementar isso dentro do nosso relacionamento. Ele dizia: ‘Veja isto comigo, querida’. Essa atitude me fez sentir suja. Nossa intimidade deixou de ser santa. Eu pensava: ‘Eu não estou olhando, não vou ver isso com você’, e ficava com raiva”, conta Tammy.

A vida secreta de Kirk teve acessos de fúria enquanto ele viajava para promover seus últimos lançamentos. Em casa, Tammy não fazia idéia da extensão do problema dele. “Não vi nenhuma evidência de que ele estivesse fazendo aquilo em casa. Ele sabia o que eu pensava sobre essa situação”.

Para Kirk, fazer isso em casa, não tinha tantos problemas. “Eu tinha uma vida secreta, assistia a programas de pornografia na TV enquanto ela dormia”.

E como você entender que esse vício tinha que ser enfrentado? Kirk conta: “Nós estávamos num hotel em Los Angeles numa manhã e eu disse: ‘Querida, preciso te contar algo. Estou lutando contra a pornografia. E isso é um problema’”.

Em sua resposta, Tammy foi sensível. “A melhor coisa foi que ele viu isso como um problema. A maioria dos homens acha que isso é normal. E o fato de ele vir até mim buscando a transformação me fez feliz. Então, comecei a orar por ele intensamente. Eu queria que ele soubesse, mais do que qualquer outra coisa, que teríamos de combater juntos”.

“Isso é que é estranho na pornografia. Existem diferentes pessoas, mesmo na sociedade, que sentem isso de uma forma diferente. Entende o que estou tentando dizer? Existem alguns homens cristãos que conheço que diriam: “Eu prefiro fazer isso do que enganar a minha esposa”. Quando eu tive de esclarecer o assunto, disse: ‘Amigo, estamos enganando nossas esposas. Conforme aquilo que o homem pensa, assim ele é. Então, estamos as enganando’”, comenta Kirk.

Kirk tinha ao seu lado uma esposa disposta a atravessar tudo isso ao seu lado. Mas e quanto às pessoas que tomaram conhecimento disso? “É estranho porque você está falando com um homem que foi ministro de louvor na igreja desde quando tinha onze anos. Você acharia que a sociedade é que faria com que eu tivesse que me examinar. Acho que as pessoas devem ser alertadas. Eu desejei que alguém tivesse me ensinado sobre isso quando passei pelo problema, há muito tempo atrás. Que alguém tivesse me falado sobre as conseqüências do sexo, da carne e da luxúria, da vaidade, do orgulho do ego, e de todas as outras coisas. Eu gostaria que alguém tivesse me acompanhado anos atrás. Mas deixa eu te contar uma coisa que aconteceu com “o talentoso”: “o talentoso” da igreja caiu. Eles conseguem, natural e emocionalmente, controlar a atmosfera do culto da igreja”, explicou Kirk.

As pessoas se referiam a ele com base no talento, ao invés de vê-lo como homem. “Ninguém pergunta ao levita: “Você está firme? Como vai o casamento? E o relacionamento entre você e sua esposa?”. Ninguém exige a responsabilidade do “talentoso” na sociedade”.

Apesar da esposa de Kirk saber de seu problema e orar por ele, ninguém o ajudou em seu posicionamento. Até que ele conheceu o Pastor Tony Evans, um homem que não estava deslumbrado com a fama de Kirk. “Fui à igreja dele pela primeira vez em 1988. Eu tinha um álbum chamado “Stomp”. Eu estava indo viajar à Dublin, Irlanda, para cantar com Bono Vox, recebia flores de Arsênio Hall, cartas de Mike Tyson, estava saindo com Denzel Washington e todas aquelas pessoas famosas. Eu estava gravando o piloto de um programa de televisão para a ABC. Mas tudo isso não se pode levar para o céu. Contudo, eu me banhava nisso e muitas pessoas da minha comunidade também”, conta.

Mas, quando Kirk e sua família começaram a freqüentar a igreja do Pastor Evans, Kirk não recebeu o mesmo tratamento a que estava acostumado.

Segundo Pastor Evans, o respeito às pessoas é fundamental. “Você vem para cá do mesmo jeito que todos vêm – através da cruz. E na cruz o chão é muito nivelado, e você é tratado igual a todos. Reconhecemos seus talentos, respeitamos as pessoas. A Bíblia diz “para dar honra a quem merece honra”. Mas há apenas uma pessoa célebre, e ela é Jesus Cristo”.

Para Kirk, era muito importante saber que o Pastor Evans não se preocupava com quem ele era. “Se eu não chegasse na hora, tinha de me sentar onde todos se sentavam, não poderia escolher lugar. Eu ficava furioso com isso. Mas havia uma coisa que me atraía para lá, e eu orava para ser liberto. Uma noite liguei para ele e disse: ‘Preciso de ajuda. Tenho um problema’”.

Pastor Evans: “Como a área sexual define os homens, e é acessível a eles, é facilmente atingida depois de um certo ponto. Isso tem a ver com quem você é, torna-o um homem de verdade – todas essas definições errôneas. Mas quando podemos esclarecer a identidade de uma pessoa em Cristo e ajudá-la a entender como orar em espírito, ela passa a entender que a lei do espírito é maior que a da carne”.

Kirk contou ao Pastor Evans tudo. Isso o ajudou a ser honesto com as pessoas importantes de sua vida. Assim começou a viagem de sua cura com a Tammy. “Agora eu estou limpo há quatro anos. Há um processo para essa libertação e, se eu fui liberto, qualquer um pode. Durante anos eu nunca perguntei se podia ser liberto da pornografia. Eu estava gravando álbuns em que Deus falava com as pessoas que eram abençoadas por Ele. A música “Why we sing” foi lançada em 1993 e eu estava me debatendo com a pornografia. Através daqueles álbuns Deus estava falando e todas as pessoas estavam conseguindo vitórias, caminhando, vivendo, exceto eu. Eu costumava perguntar e queria saber o que estava acontecendo. O que pode ajudar as pessoas é que minha vitória não veio por experiência emocional, mas pela verdade. A verdade me libertou”, finaliza.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O Reencontro da Esperança.

No ano em que eu nasci, 1977, a Ditadura Militar há muito já dava sinais de cansaço. Nos bastidores do Palácio do Planalto e da Escola Superior de Guerra era costurada a distensão do regime. Distensão lenta, gradual e segura, como foi conhecida. Um regime que não deveria nem ter existido ensaiava o seu melancólico adeus.

É lamentável o que os militares fizeram com esse país. A dor aumenta quando pensamos na intensa violação dos direitos humanos cometida nessa época. Crimes cometidos em nome da ditadura e crimes cometidos pelos grupos armados que lutaram contra a ditadura. A violência não se justifica de forma alguma. Por isso, me emocionei quando assisti a reportagem "O Grande Reencontro", feita pelo repórter Geneton Morais Neto para o Fantástico, tratando de um crime que aconteceu há 40 anos. 

Louvado seja Deus pelo restabelecimento do estado de direito nesse país. Ainda somos umas das nações mais injustas desse planeta. A desigualdade brutal na distribuição das riquezas produzidas pelo nosso povo é vergonhosa. Apesar disso, temos o direito de manifestar a nossa contrariedade e fazer o nosso protesto. Só não o fazemos por causa da apatia, comodismo e desesperança que assola a alma do brasileiro miserável. Desesperança causada pela falta de perspectivas de melhora. 

Assista ao vídeo e renove a sua esperança, assim como tive renovada a minha. Esperança de que, em meio ao caos e a barbárie, coisas boas ainda acontecem. Por isso, não desista.

(clique o título do post e assista ao vídeo no site do Fantástico).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Agentes de Deus na promoção do Reino.

    ”O mundo se divide em três grupos de pessoas: os otimistas ingênuos, os pessimistas frustrados e os realistas engajados”. Esta frase é parte da conclusão de um artigo de Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista da Água Branca, publicado no site Galilea (www.galilea.com.br). Ele encerra o artigo dizendo que espera somar entre os que estão de mangas arregaçadas, ou seja, entre os realistas engajados. Esta também é a minha esperança. No entanto, sinto que estou mais próximo do grupo dos pessimistas frustrados.

    É triste perceber que, entra ano e sai ano, as coisas só pioram. O ser humano está cada vez mais egoísta, grosseiro, odioso, violento e corrupto. Está cada vez mais inclinado para a prática do mal. Ficamos cada vez menos solidários, bondosos, fraternos, gentis, pacíficos, honestos e amorosos. Você duvida desta afirmação? Então observe o que está acontecendo em nosso país nesta época de eleições. Campanhas políticas baseadas na troca de acusações, xingamentos e, em muitos casos, agressões físicas e assassinatos. Aliás, isso nos mostra que campanhas de baixo nível, com troca de acusações e xingamentos não são exclusividade da política cajatiense, infelizmente. As propostas de melhorias na administração pública cedem lugar a baixaria e conceitos como civilidade e boa educação são engolidos pela barbárie. É um “salve-se quem puder”.

    Diante desse quadro desolador, qual deve ser o posicionamento do servo de Cristo? Sim, porque precisamos nos posicionar! Neutralidade não é coisa de crente. Não creio que possamos ficar quietinhos esperando a volta de Jesus enquanto o mundo caminha para a destruição. Cristo nos resgatou da nossa vã maneira de viver (I Pedro 1.18) para que sejamos um sinal do Reino de Deus em meio a essa sociedade corrompida. Para isso, é importante atentarmos para as palavras do nosso Mestre escritas em Mateus 6.33: Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas”.

    O texto acima nos mostra como precisamos nos posicionar, isto é, como promotores do Reino e da vontade de Deus. E esse posicionamento está relacionado não apenas a questões cívicas, mas a todas as questões que envolvem a nossa existência (I Coríntios 10.31). O cristão deve ser um agente do Reino de Deus. Isso significa que a nossa vida precisa glorificar o nome do nosso Pai Eterno. A única forma de promovermos o Reino é promovendo a glória do Rei.

     Cada vez que participamos dos processos de transformações sociais levando em conta a glorificação do nome do nosso Deus, promovemos o Reino. Quando cumprimos o nosso papel como cidadãos o nome do Pai é bendito através das nossas ações. Isso é promover o Reino. Quando nos comprometemos com causas que tenham por objetivo a defesa e/ou a restauração da dignidade humana, promovemos o Reino. Quando nos associamos com pessoas e organizações que trabalham para o bem comum, o Reino é promovido. Quando incentivamos a doação, a solidariedade, o voluntariado, a paz e o amor entre as pessoas, o nome do Senhor é glorificado em nós e, mais uma vez, o Reino é promovido. Quando denunciamos abusos, maus tratos, corrupção, violência ou qualquer outra prática que atente contra a vida, Jesus é percebido em nós. Enfim, existem muitas formas de priorizarmos o Reino (buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça). Uma não é mais importante que a outra e todas elas são complementares. Independentemente de sermos otimistas ingênuos, pessimistas frustrados ou realistas engajados, a realidade é que a neutralidade e a inércia não são opções ou imperativos para nós. Portanto, mexa-se!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Visão Mundial



*Clique no título deste post e saiba mais sobre a Visão Mundial e sobre como esta organização está fazendo a diferença na vida de milhões de pessoas no Brasil e no mundo em nome de Jesus e do Seu Reino.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

“Deus é pobre!”

(Caixa de Ressonância: reproduzo na íntegra matéria publicada Revista Ultimato, assinada por Klênia Fassoni e Lissânder Dias. Para ler a matéria no site da revista, clique no título do post) 

Cerca de 190 pessoas participaram do 3º Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), de 21 a 23 de agosto, em Curitiba, PR. O encontro reuniu pela terceira vez cristãos envolvidos com ação social em vários lugares do Brasil e celebrou os cinco anos de formalização da RENAS. 

Com o tema “Ouvindo o Coração de Deus para com o Pobre”, o encontro considerou o legado de Jesus Cristo em seu relacionamento com os pobres e discutiu questões como pobreza, desenvolvimento comunitário, injustiça social e políticas públicas para a assistência social. Doze redes evangélicas e sessenta instituições sociais de onze estados brasileiros estiveram presentes. 

Opção preferencial de Deus
As reflexões bíblicas sobre o tema do encontro foram feitas por Ariovaldo Ramos, Valdir Steuernagel e Marcos Monteiro. 

Ariovaldo Ramos, pastor da Igreja Reformada de São Paulo, falou a partir do diálogo entre Jesus e o jovem rico, registrado em Marcos 10.17-25, destacando o lugar que Jesus deu ao pobre no reino de Deus: “Deus não trabalha para os pobres, nem por eles pobres, nem com eles. Deus é pobre”. 

Valdir Steuernagel, pastor luterano, lembrou da importância de colocarmos nossos ouvidos em sintonia com o coração de Deus. “Deus tem coração ou tem só palavra? Deus é muito mais que conhecimento. Precisamos ouvir o palpitar do coração de Deus. Este é o centro da fé: o Deus que procuro servir é o Deus que me alcançou, que veio, encarnou-se, tornou-se pobre, tornou-se fraco, morreu na cruz”. 

Valdir comentou também a chamada “opção preferencial de Deus pelos pobres”: “Quando ouvi isso pela primeira vez não concordei. Hoje, eu entendo que a natureza de Deus é acolher o que está perdido. O ouvido de Deus é como o ouvido da mãe que acolhe preferencialmente o filho mais necessitado”. 

Marcos Monteiro, autor de Um Jumentinho na Avenida (Editora Ultimato), que recebeu o Prêmio Areté de Literatura 2008 (categoria “Evangelização”), falou sobre o que chamou de “a voz misteriosa e inusitada de Deus”. Assim como nos primeiros capítulos de Mateus, Deus fala por meio das mulheres (Maria e as outras três mulheres de vida “suspeita” citadas na genealogia de Jesus), dos estrangeiros (os magos), dos sonhos quando nossas instituições já não falam (sonho de José), dos profetas na contramão (João Batista) e da criação de Deus (estrela), Deus continua falando “fora dos canais oficiais, e pessoas inesperadas podem estar mais próximas da voz de Deus”. 

Experiências na pobreza 
Na plenária do último dia do encontro, foram apresentadas experiências de missão integral e desenvolvimento comunitário em contextos de pobreza. Essas experiências foram compartilhadas por Viv Grigg, diretor internacional da Urban Leadership, Mauricio Cunha, diretor do Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral (CADI) e Analzira Nascimento, da Igreja Batista de Água Branca, SP. 

Viv apresentou uma proposta de curso de mestrado com base na sua experiência com os pobres. Segundo ele, “a tarefa dos seminários não deve ser apenas acadêmica, mas sim transmitir a sabedoria de Cristo. E ele ensinou no meio dos pobres, viveu entre eles e se tornou um deles”. 

Analzira contou sua experiência como missionária e enfermeira durante a guerra em Angola: “Eu me tornei conhecida em Angola como a enfermeira que ficou. A ONU foi embora, e eu fiquei. A partir daí, ganhei o coração do povo de lá”. Mauricio Cunha trouxe uma reflexão sobre os conceitos bíblicos para a palavra compaixão: “Deus é o Deus da compaixão. Não tem como viver com esse Deus e não viver a compaixão. Compaixão bíblica não é dó. Ela sempre vai levar a uma ação. Deus expressa entre os pobres quem ele é”. 

Santa Ceia 
O 3º Encontro Nacional da RENAS foi encerrado com a cerimônia da Santa Ceia, ministrada por cinco pastores convidados. A reflexão bíblica em torno da mesa com o pão e o vinho valorizou o sentido comunitário da cerimônia. 

O pastor Werner Fuchs chamou a atenção para a importância da penitência e da oportunidade do perdão: “Às vezes, queremos achar várias soluções para nossas igrejas, mas está faltando a penitência. Temos de pedir perdão juntos por nossa igreja, pois fazemos parte dela”. Ele lembrou a reação do profeta Isaías quando Deus o chamou. “Ai de mim, porque sou homem pecador e membro de um povo pecador” (Is 6.5). 

Os cálices com vinho e o pão foram distribuídos por pessoas que ajudaram na organização do evento. Estes, por sua vez, foram servidos pelos pastores ministrantes. Divididos em duplas, todos oraram, comeram e beberam da Ceia do Senhor. 

Além das atividades formais do programa, houve os “encontros no Encontro”, que foram momentos privilegiados para compartilhar experiências, encorajar e estabelecer novos contatos. Com os corações compungidos e desafiados, os participantes deixaram o evento convictos de que são parte de uma grande rede que -- inspirada em um Deus que fez aliança com o pobre -- busca a justiça e crê que é possível lutar por um mundo melhor para os pobres. 

RENAS publica o seu primeiro livro 
Durante o 3º Encontro Nacional da RENAS foi lançado o livro Jardim da Cooperação; evangelho, redes sociais e economia solidária, com a presença de sete dos 21 autores. O livro foi publicado pela Editora Ultimato e RENAS, com o apoio da Visão Mundial. 

Quantos somos, onde estamos, o que fazemos 
As iniciativas de intervenção social de evangélicos representam hoje uma contribuição considerável para a sociedade brasileira. 

O Mapa de Ação Social Evangélica (MASE) é uma iniciativa da RENAS e tem o objetivo de fazer um levantamento de todas as ações realizadas por evangélicos na área social. Visite o site www.renas.org.br e inclua seu projeto ou organização.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Professor tem até sábado para abandonar o cristianismo.

  

No dia 8 de setembro, policiais do distrito de Phonthong informaram Khambarn, um professor público que se converteu ao cristianismo, de que ele violara as leis do país ao fazer contato com cristãos de outras cidades e ao decidir converter-se. 

Ele foi obrigado a se entregar à polícia da região de Sangdaeng, próximo à capital da província, e se submeter a um programa re-educacional para criminosos, de cinco dias de duração. 

A polícia mantém Khambarn em um templo budista, junto a mais cem criminosos, acusados de tráfico de drogas e outros crimes sérios. 

Se, depois do período de re-educação, Khambarn renunciar ao cristianismo – que é considerado uma religião estrangeira pelo governo do Laos – ele poderá reassumir seu emprego na escola pública. 

No entanto, se não renunciar, ele poderá ser entregue à polícia de Phonthong e sentenciado à prisão. 

Enquanto detido pela polícia de Sangdaeng, Khambarn conheceu um convertido chamado Pun. Ele havia sido preso pelo mesmo crime de Khambarn: decidir praticar sua fé cristã. 

O Artigo 30 da Constituição do Laos (de 1991) afirma que “Cidadãos laosianos têm o direito e a liberdade de adotar uma religião ou não”. 

Pedidos de oração 

• Interceda por Khambarn. Se o período da reeducação for mantido, neste sábado ele terá de professar sua decisão de continuar cristão ou não. Peça a Deus para manter esse irmão firme em sua fé, por mais difícil que isso pareça ser. 

• Peça a Deus para intervir de forma milagrosa nesse caso, abrindo portas para Khambarn e também para Pun. 

• Ore pelo Laos – pelo povo e por seus líderes. Que cumpram com as leis que sua própria Constituição prescreve. E que seus olhos sejam abertos para a salvação de Jesus Cristo.


Tradução: Daila Fanny 


Fonte: Christian Monitor