"Se [esses vídeos] aparecerem, me conta com uns cinco dias de antecedência, que é para eu sumir... ou dar um tiro na cabeça [...] ou matar você".
Gov. Arruda segundo a transcrição de uma das gravações feitas por Durval e entregue à Polícia Federal.
As palavras do Governador acabam com toda isenção de investigação possível, pois, além dos vídeos e do derrame de esgoto que assistimos [...], as próprias palavras do Arruda determinam o que para ele é grave; e, em tal caso, a gravidade que ele mesmo atribui ao que aconteceu, e ele temia que viesse a público, era tamanha [...] que ele deu a si mesmo de três, uma opção: sumir, se matar ou matar o delator...
Quem declara em oculto tamanha gravidade não pode vir a público achando que fizeram da Verba do Panetone uma fantasmagoria e uma manipulação de documentos...
A única coisa a se perguntar ao Arruda é se os Panetones estavam envenenados [...]; pois, do contrário, por que a revelação da "bondade do governador" distribuindo Panetones o levaria a ter que recorrer ao sumiço, ao suicídio ou ao assassinato?...
A resposta do Arruda pode ser, no entanto, a que ele mesmo, pela sua lógica, daria:
"Vejam! Não é grave! Afinal, se fosse [...] eu teria sumido..., e não sumi [...], me suicidado, e não me suicidei [...], ou matado o Durval, e eu não matei... Portanto, era força de expressão... É que eu sou humilde e não queria que a minha mão esquerda soubesse o que a direita faz..."
Hoje foi o funesto "Dia dos Evangélicos" em Brasília...
Ora, hoje cedo, no Dia dos Evangélicos, eu vi na televisão o Dep. Brunelli, filho do Missionário Doriel de Oliveira, fundador da Casa da Benção, com sede nacional em Brasília, recebendo uma grana do Durval; e, depois, na companhia de outro Deputado, pediu para orar; e, na sua oração agradeceu a grana, a benção da existência do Durval; agradeceu a "força" ao Senhor; e pediu que aquele recurso desse a eles o poder de vencer os inimigos políticos deles; e ainda evocou o sangue de Jesus, dizendo: "Somos falhos, mas o teu sangue nos faz todo bem"...
Foi um dia bem Próprio como "Dia dos Evangélicos"...
Sim, o foi o "presente" que os "evangélicos" receberam da existência...
Ora, o que vale dizer é quando essas gravações acontecem [...], em geral elas pegam apenas o menor ocorrido, pois, em geral, o pior sempre acontece antes de ser gravado...
O fato é que o que acontece aqui em Brasília ainda é fixinha perto do que acontece, por exemplo, na minha terra, no Amazonas, onde o Arruda é apenas um menino se comparado à corrupção que grassa no Amazonas...
(Extraído de um informe que recebi do site do Rev. Caio Fábio).
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